Mostrar mensagens com a etiqueta CCB. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CCB. Mostrar todas as mensagens

28/03/09


Pior do que isto, e pior do que o CCB não ter começado o espectáculo à hora anunciada (tanta subserviência!) só isto, que é a imputação de responsabilidade - culpa - a outro, uma de tantas formas de se fazer de vítima e de “fazer queixinhas”. É este o homem que temos, e esta a Republica das bananas em que vivemos.
.

02/06/08

Pousar o Olhar

Em tempos de Rock in Rio e de Selecção Nacional foi refrescante limpar a mente e pousar o olhar no CCB no espectáculo de Ballet/Dança BAHOK / AKRAM KHAN COMPANY AND NATIONAL BALLET OF CHINA. Uma excelente coreografia e óptimos bailarinos (com sólida formação clássica quase todos), bem como uma música forte, fizeram um espectáculo de grande qualidade, intenso, rápido e tecnicamente exigente, apesar de alguns momentos intencionalmente simbólicos mas coreograficamente mortos.

20/01/08

Beethoven no CCB

No âmbito do Ciclo de Piano do Projecto Beethoven 20068 (que nome!), fui ao CCB ouvir Giovanni Bellucci, num grande auditório cheio a metade. A versão para piano feita por Franz Liszt da 5ª Sinfonia de Beethoven é uma peça ambiciosa e de enorme fôlego que mostra a complexidade e riqueza do instrumento, e que requer grande técnica, dedicação e sensibilidade por parte do pianista que entusiasmou a plateia e que lhe retribuiu em palmas e bravos. O resultado é mais Lisztiano do que Beethoveniano, e se dúvidas houvesse a sonata seguinte (Hammerklavier, opus 106, supostamente uma das peças de piano de mais difícil execução) pode confirmá-lo. Gostei bastante do concerto e do pianista, apesar de uma série de crises de tosse que afligiu vários cantos da plateia durante o belíssimo 3º andamento da sonata: “convenientemente“ um adagio sostenuto cheio de momentos de pausas, de algum silêncio e de grande lirismo e delicadeza. Porque não esperaram para tossir pelo mais barulhento andamento seguinte?

21/04/07

O Verbo

Há neste nosso país uma prática que muito me irrita e que considero prova provada de saloiismo e arivismo. É a prática de, mantendo tudo mais ou menos na mesma, nomear de novo a coisa. Nomear no sentido de dar um nome, um novo nome, e no sentido do marketing moderno de dar uma nova imagem ao produto: mudando logótipos, cenários, etc. Se posso perceber que se faça isso ao OMO, ou às fraldas Dodots, como uma nova campanha de marketing, atribuindo-lhes novas propriedades anti-nódoas ou anti rabinhos assados, frutos de complexas descobertas científicas recentes, já não percebo que se faça o mesmo com produtos que não sejam bens de consumo desse tipo. Exemplifico: o novo nome do segundo canal da RTP, que volta ao mais inicial RTP2, depois de já ter sido “2:”, as vezes que a RTP já mudou de logótipo e “imagem”, ou o exemplo de “Os Dias da Música, em Belém” em vez do original “Festa da Música” (promovido pelo CCB): será que o que alterou é assim tão importante que justifique uma alteração do nome? Parece absolutamente mais do mesmo - e eu até gosto do produto, mas não é isso que está em causa.

Esta mania de mudar o nome das coisas (que se mantêm iguais) só porque muda uma administração, um director geral, ou mesmo um ministro, intriga-me e irrita-me. Será que através do “nomear” o nomeador pretende deixar uma marca que eternize a sua passagem? Se não, o que é que justifica esta ânsia de nomeação? Mudar para que tudo fique na mesma...

04/03/07

Olhar perdido

No CCB no espectáculo Dido e Aeneas, de Purcell senti-me perdida: nunca sabia se havia de olhar para o grupo de bailarinos da frente, para o cantor solista do outro lado, se para os bailarinos atrás ou os outros cantores também algures no meio do palco. A tudo isto adicionamos as legendas, para confirmar em que parte vamos e o que dizem as personagens, e a orquestra. Muita confusão em palco, muitos actores (cantores e dançarinos) para as mesmas personagens, muitos adereços, muita roupa a voar a ser vestida e despida, e confesso, uma coreografia que apesar de ousada e original e de ter tido alguns momentos interessantes, nunca me pareceu cuidada, nem de forma alguma adequada a um bom desempenho vocal dos cantores que também não me entusiasmou apesar da qualidade dos solistas, Aurora Ugolin (mezzo-soprano) Dido e sobretudo Reuben Willcox (barítono) Eneias, assim como alguns bons momentos corais. Mas o excesso coreográfico não permitiu que a voz tivesse primazia, nem permitiu a tensão dramática, (o que um espectador procura numa ópera?), nomeadamente no dueto final da despedida de Eneias que foi banal. Também não senti com consistência a riqueza, a vibração e o encanto da música de Purcell que me pareceu sempre um pouco plana, apesar de alguns momentos interessantes como o dos solos das guitarras barrocas, do cravo, e alguns - não todos - dos momentos corais.

O Prelúdio com a água não passou de curioso e também um pouco confuso, sem que nunca conseguíssemos perceber bem os movimentos e sobretudo o porquê da opção. Já vi, num espectáculo “Lido” um momento aquático esteticamente superior e de coreografia mais trabalhada. Fica no entanto uma nota para um dos momentos mais curiosos e que me chamou a atenção: a forma simples e elegante como os bailarinos saem da água, se despem, secam e tornam a vestir no palco.

Um espectáculo ambicioso, mas que não me satisfez. No entanto, na noite da estreia, o público não poupou as palmas que foram muitas e com grande entusiasmo: eu fui uma excepção.

Arquivo do blogue

Acerca de mim

temposevontades(at)gmail.com