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26/03/13

Páscoa 2013

Pieter Bruegel
The Procession to Calvary
(clicar para ver melhor)

No meio da Semana Santa, escolho ilustrar o caminho para o calvário, e este quadro de Bruegel acabou por se impor. O movimento, o buliço, as pessoas (a quem só falta dar nome próprio), os seus afazeres, o quotidiano como tão bem o ilustram os pintores flamengos.  No meio do buliço - no meio da tela - mas praticamente  imperceptível, Cristo que carrega a cruz em direcção ao monte onde vai ser crucificado. Os corvos no céu a pairar sobre o monte destacam-se mais como prenunciadores de uma morte anunciada do que Cristo no seu calvário. Não fosse a figura que imediatamente se reconhece como Nossa Senhora (uma composição mais habitual, mais previsível, e que até 'destoa', nomeadamente nas roupas, tão distintas das roupas das outras personagens femininas) e a sua atitude de sofrimento, num primeiro plano que se estranha, nem teríamos a tentação de procurar, no quadro, Jesus Cristo.

19/04/11

Páscoa 2011

Marc Chagall
Red Pieta

05/04/10

Segunda-Feira de Páscoa

Ícone Russo (séc. XVIII)
The Pantocrator


04/04/10

Domingo de Páscoa


Na verdade ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
Jo 20, 9

02/04/10

Sexta-Feira Santa

Ícone Russo (séc XVI)
Crucificação

01/04/10

Quinta-Feira Santa

Ícone Russo (séc XIX)
A Última Ceia


16/03/08

29/03/07

Ecce Homo

Caravaggio (1563-1610)
Ecce Homo 1606

28/03/07

Roxo

Antes da era dos centros comerciais, quando a televisão era a preto e branco, e não existiam nos mercados os frutos de estufa todo o ano, nem as pessoas andavam bronzeadas em Fevereiro depois de ir para o Ski ou para o Brasil, o ano era dividido em estações. Tinham cheiros diferentes, cores diferentes, sabores diferentes. Esta época era a altura do roxo e do lilás. Era a Quaresma: os mais católicos jejuavam e a abstinência de carne era prática corrente entre todos. Com o aproximar da Páscoa e os primeiros dias de sol os campos fazem-se roxos - diziam-me quando era pequena, que ficavam assim porque nos aproximávamos da Paixão do Senhor, e eu, que nunca acreditei no Pai Natal, nem no coelhinho da Páscoa percebia pouco esse nexo de casualidade. Mas gostava de ver o roxo das flores com o verde fresco e forte do Minho. As igrejas também se preparavam para a grande festa, enfeitavam-se de flores em tapetes coloridos no chão e em múltiplos arranjos para cada altar. Só depois se vestiam também de roxo quando, na Sexta-feira Santa se cobriam todas as imagens para a via-sacra.

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