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06/12/11


Se por acaso alguém andava já com saudades das vítimas de cabalas que abundavam antes de Junho, não precisa de procurar longe: está aqui uma. O tipo de linguagem usado (os bonbons, bolo de mel, tapete vermelho) está mais próxima do paradigma ‘reality show’ do que da linguagem usada em política. mas talvez seja isso que Alberto João Jardim procura. AJJ vai espaçando cada vez mais aqueles breves momentos de lucidez visionária que permitiam que não o desconsiderássemos totalmente. Não me lembro de quando foi o último desses momentos, mas foi seguramente há muito. Agora é, por escolha sua, praticamente uma caricatura daquilo que os seus adversários sempre disseram dele.

23/02/10


Ontem na Televisão

Alberto João Jardim entrevistado por Judite de Sousa, com determinação, segurança e lucidez, mostrou e relembrou ao País porque é que é “O” líder da Madeira há mais de três décadas.

José Sócrates, entrevistado por Miguel Sousa Tavares, viu-se encostado ao canto do reconhecimento de coincidências. Só coincidências. Quanto ao resto, a segundo parte, só serviu para confirmar o quanto me é insuportável ouvi-lo: a sua voz, o tom da sua voz e, claro, o que diz que é sempre igual e mais do mesmo. E então aquele optimismo postiço, teimoso e martelado desapiedadamente aos nossos ouvidos...

21/02/10




06/05/07

Tento imaginar a dor e o desespero de quem perde um filho e de quem, de repente, se vê perante uma situação de rapto. Mas nada deste drama humano, nada, justifica que se percam dezenas de minutos num jornal televisivo. Uma peça de três minutos que faça um resumo do que o dia de hoje trouxe de novo é mais do que suficiente Na RTP, com mais do que uma peça sobre o assunto, até um perito em raptos foi ouvido, e na SIC, logo nos primeiros minutos, se falam dos três enviados especiais: um na Madeira, um em França e um na Praia da Luz...

Não tenho dotes futuristas, mas não consigo deixar de olhar para a vitória estrondosa de Alberto João Jardim na Madeira e para o isolamento do candidato do PS como mais um sinal da curva descendente de José Sócrates. Nada será igual, por muito que ele teimosamente queira e tente, desde o caso ainda por esclarecer da sua licenciatura diplomas e papeis contraditórios. Outro dos sinais de que já nada é como deveria ser, foi o caso Mário Lino e seu gracejo sobre a não inscrição de José Sócrates na Ordem dos Engenheiros.

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