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08/02/14



Há uns dias, ao folhear a Vogue (portuguesa), li numa página com um artigo cujo título já não recordo, este destaque,

que me deixou atónita pelo tipo de linguagem usada. Se já nem a Vogue escapa a este economês martelado de vocábulos financeiros, o mundo começa a estar um local ainda mais difícil de frequentar. O que diz o artigo não sei, nem quero saber. Fotografei-o com o telemóvel para ter a certeza de que não me enganaria a citar. Vem na página 63 da Vogue de Janeiro (também fotografei o número da página, não fosse esquecer). 

19/01/14




Na semana em que, em França, Hollande “meteu o socialismo na gaveta” deixando ainda mais atarantados aqueles que, na Eurpoa, continuam a acreditar no socialismo; na semana em que, em França, poderia reflectir sobre o que são exactamente as “Primeiras Damas” numa República que não as elege, e sobre o papel que informal ou formalmente lhes é atribuído e o que delas se espera; na semana em que poderia destacar as diferenças entre o jornalismo “cor-de-rosa” e a opinião pública anglo-saxónica e a latina; sinto-me incapaz de uma reflexão mais séria pois, indevidamente é certo, esbarro naquilo a que José Medeiros Ferreira, na sua sabedoria, chama a estonteante capacidade de sedução do PRF. O presidente do cabelo pintado (seguindo as pegadas de Berlusconi) é uma caixinha de surpresas.

22/11/13


De manhã cedo, no carro, ligo o rádio e ouço uma música que diz coisas como,

suspiros de emoção prendem-me o respirar, para logo a seguir se superar com este: 


Ó meu Deus! Num dia normal nem ligaria, mas nesta manhã de nevoeiro em que os neurónios demoram a lubrificar, estes momentos poéticos agridem a minha sensibilidade, hoje fragilizada pelo cinzento e a morrinha. Não aguento tanto lirismo e mudo de estação à procura de alguma normalidade. Normalidade? Pois, só que ouço falar da 


O quê? Escadarias? Invasão? Assim como as Invasões Francesas ou a Invasão do Kuwait? Esta semiótica de luta política sob forma de invasão de escadarias, também me é difícil perceber numa manha de nevoeiro. Uma má escolha de palavras certamente. Desligo o rádio. Concentro-me no trânsito. Tento não pensar. Impossível. Como se não me bastassem as tuas asas abertas sobre o meu corpo nu, ainda me é impossível deixar de ver um filme mental de invasão de escadarias. 

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