Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Futebol. Mostrar todas as mensagens

26/06/12

Euro 2012


As ‘entrevistas de rua’ são uma das pragas dos nossos noticiários televisivos. A ideia de ir para a rua perguntar a quem passa se concorda com isto ou aquilo, o que pensa desta ou daquela proposto de lei, data, pessoa, acontecimento, ou o que acha que vai acontecer depois disto ou daquilo, é de uma falta de interesse ou relevância ímpar, por mais interessantes ou relevantes as questões em causa. Confunde-me o tempo (e recursos) que se desbaratam a perguntar às pessoas ou que elas não sabem responder, ou que já tem uma resposta previsível, ou o óbvio, normalmente o óbvio, sempre muito óbvio. Mais uma vez confirmei o que acabo de escrever neste fim-de-semana passado quando, por exemplo, vejo a Rosa Veloso (correspondente da RTP em Espanha) a perguntar aos madrilenos adeptos do Real Madrid se querem que Cristiano Ronaldo marque golos no jogo da próxima quarta-feira entre Portugal e Espanha. Ela profissional esforçada, consegue ir a ‘outro nível’: não pergunta ao madrileno comum se quer que a Espanha ganhe a Portugal no jogo, nada disso. Indo ‘mais além’ no que ela pensa poder ser alguma hesitação entre lealdades, faz a rebuscada pergunta introduzindo os obstáculos Real Madrid, Cristiano Ronaldo, Pepe. Uf! Que esforço fez... Mas em vão, cara Rosa Veloso, porque por muitas distracções que imagine e verbalize na sua pergunta, por muito que se esforce a tentar uma hesitação, por muitas pessoas diferentes que entreviste, o essencial não muda. Os espanhóis continuam a querer que a Espanha ganhe, os Portugueses que Portugal ganhe, os Alemães que a Alemanha ganhe e os Italianos que Itália ganhe. Quem diria!

29/05/12



Depois de um breve olhar pelos blogues

1 - A ler: 'O Estado Ideal' ou as propriedades dos ‘mortos-vivos’, no Córtex-Frontal.

2 – Só uma curiosidade: com tanta conversa sobre futebol, será que foi Jorge Mendes – recentemente agraciado pelo ministro pelo governa na pessoa de Miguel Relvas, e objecto de tantas justas homenagens, certamente – que intermediou a recente contratação de Filipe Nunes Vicente para o Corta-Fitas?

28/10/11

Interessante

Ontem enquanto folheava o Expresso online vi uma notícia sobre a Gala Dragão de Ouro. Sou portista (de sofá) desde que me lembro de existir embora tenha apenas uma incipiente paixão por futebol. Sou portanto uma portista muito básica: saber se o Porto ganhou ou não, em que lugar vai no campeonato, saber por quanto ganha ao Benfica, e saber como anda nas competições europeias. Sigo alguns jogos (com o Benfica sobretudo), vejo, com um só olho, três ou quatro jogos por época das competições europeias, e às vezes até aprecio o humor de Pinto da Costa. É tudo; mas é o suficiente para abrir a galeria de fotografias da Gala Dragão de Ouro - ver quem lá estava, quem foi premiado, e claro, ver as toilettes das ‘esposas’ dos futebolistas. O facto é que nenhuma das toilettes me surpreendeu tanto quanto as personagens que vi na primeira fotografia da galeria que se revela muito interessante: um risonho Miguel Relvas está lá. Apesar de ser o ministro que tutela o desporto, esse facto não me parece motivo suficiente para marcar presença numa gala de um clube que premeia exclusivamente pessoas desse, ou a trabalhar para esse clube: será que MR também vai às festas e galas do Portimonense, do Paços de Ferreira, do Gil Vicente ou do Rio Ave?

Presumo então que seja portista, coisa que não sabia. Aliás sei muito pouco sobre Miguel Relvas, é uma personagem que nunca me interessou nada. Mas estou a ver que isso vai mudar e a pouco e pouco Miguel Relvas começa a interessar-me: onde há dinheiro, poder ou influência ele ‘está lá’. E até está mais ‘lá’ do que o nosso Primeiro-ministro, algo que me intriga. Está na controversa privatização do BPN, está no imbróglio da (também controversa) privatização da RTP que ele decidiu e por ele assumida, mesmo antes de serem conhecidas as conclusões do grupo de trabalho sobre Serviço Público (nomeada por ele) e que poderia/deveria influenciar a decisão e condições de privatização do canal público, e agora está com Pinto da Costa na gala do FCP. Eu se fosse jornalista não perderia o rasto deste senhor.

29/05/11

Ontem ao fim do dia, na televisão os comentadores discutiam o número dez à exaustão. De facto é um tema crucial para uma campanha, tal como tantos outros (aborto, africanismo de Massamá ou não...) que a comunicação social, de forma selectiva e exigente, não se cansa de tratar. Para mim a campanha tem um só tema: queremos mais José Sócrates ou não. Para quem tem problemas com o minimalismo de ideias proponho só mais uma: a bancarrota e a governação dos últimos seis anos. E é quanto baste. Tudo o que vier a mais está a mais.

Como me enfadam estas considerações sobre temas irrelevantes, fiz algo de que não me arrependo: mudei de canal e fiquei absolutamente presa a ver o melhor jogo de futebol que me lembro de algum dia ter visto. Parabéns ao Barcelona.

17/09/10

Nunca Deveria Sequer Pensar em Escrever sobre Futebol 3

Ainda bem para alguns que o ridículo não mata.

11/09/10

Não Sobra Mais Ninguém

Os incêndios mais ou menos dramáticos e intervenções avulsas (e erráticas) e mais ou menos pertinentes dos principais políticos de serviço: o sempre previsível José Sócrates e o banal Passos Coelho que, de comício em comício, festa em festa, ou em inaugurações dessas que só José Sócrates sabe como se fazem, não conseguiram ofuscar as duas figuras que, neste fim de verão a comunicação social nos tem imposto e forçado olhos dentro numa quase histeria impossível de evitar. São eles Carlos Queirós e Carlos Cruz.

O caso Carlos Queirós, apesar de eu ter feito questão em não tentar sequer entender o dito caso, acabou por se me impor e revelou-se em esplendor uma manobra pouco limpa para despedirem o treinador (nem quero perceber se haveria motivos legítimos – e desportivos de preferência - para o fazer). O caso e seus protagonistas, revelam uma pequenez, uma mesquinhice e uma falta de lisura total, e fica a sensação de que a FPF precisa de ser implodida. Aliás diria mais, (do alto da minha razoável ignorância futebolística), essa implosão não deveria ter já acontecido há muito tempo? Mais precisamente depois do mundial do Japão e da Coreia? Mas não, as múmias estão vivas e patéticas, agarradas ao seu lugar e, a mostrar vitalidade, até já prometem anunciar o novo treinador. Coitado! Que imagem do Portugal de hoje, esta é.

O caso Carlos Cruz. Surpreende-me (enfim, como se me surpreendesse mesmo, mas melhor acreditar que sim) a sua presença constantemente na televisão. Já nem o consigo ver. Tenho náuseas. É incompreensível a cobertura mediática que as estações televisivas lhe dão, o tempo de antena de que dispõe para advogar o seu caso, usando os seus conhecidos dotes comunicacionais. Nunca vi outro caso em que um condenado em 1ª instância tivesse acesso às televisões e dispusesse de tanto tempo para promover o seu caso e proclamar a sua inocência. Porque é que Carlos Silvino, a quem a comunicação social, sem consideração nem respeito, (ele não pertence ao "poderosos", não tem amigos influentes, nem fotografa bem para a Caras) teima em chamar com uma familiaridade que incomoda Bibi, não pode ir também ao programa Prós e Contras explicar o seu caso e justificar-se? Talvez esse conseguisse fazer correr alguma lágrima mais genuína. Porque é que os Chicos, os Necas, os Quims (será Kims?) e os Manos condenados em 1ª instância por abuso sexual, homicídio, assalto, violência doméstica, pedofilia ou tráfego de pessoas, nunca são entrevistados pela Judite de Sousa? Outro retrato do nosso Portugal patético e manipulável.

Carlos Queirós e Carlos Cruz. Parece que já não sobra mais ninguém.

11/07/10

A Falta de Política - Efeitos Secundários

De vez em quando pergunto-me onde está o debate político. Olho para os lados e vejo um lento mas firme apodrecimento da vida política nacional. Vejo a mais absoluta indiferença dos portugueses perante o Primeiro-ministro e sua longa cauda de casos que consigo arrasta e cada vez mais pesados em cada movimento que faz, ou a indiferença com que brindam a sombra de ministros (Obras Públicas, Cultura, Educação), ou o desaparecimento de outros que nem nos lembramos que existem, a azáfama do Ministro das Finanças, a oposição do PSD que nunca sabemos bem o que faz nem de que lado está, as demagogias das outras oposições, o PEC, as greves, as SCUTs, a Golden Share (*), os aumentos de IVA, as medidas de contenção sempre penalizando os contribuintes, as sucessivas contradições do executivo, o afundamento das instituições de crédito, a falta de uma ideia menos populista, menos imediata, a falta de visão, de uma reforma para o país, a falta de política. A indiferença, como um vírus silencioso tomou conta dos portugueses. Indiferença, e uma espera, não se sabe bem de quê. O calor... o calor, claro.

Quando há uns dias vi na SICN Jorge Sampaio a ser entrevistado, recusei ouvir essa banalidade que ares de grande estadista, não quis saber, não me quis indignar, aborrecer, irritar. Para quê? Mudei de canal, num gesto automático e parei a ouvir os comentadores de futebol na RTPN, fascinada com as análises dos jogos e com os grafismo de análise das jogadas tácticas. Uns círculos coloridos à volta dos jogadores protagonistas das ditas jogadas, pedaços de espaço vazio que se destacam para realçar a sua importância, setas que ilustram a movimentação dos jogadores ou trajectórias da bola, traço que define o fora-de-jogo e entusiasmo dos comentadores, torna muito mais fácil ouvir falar de futebol e até fico a pensar que se trata de um jogo difícil e que requer, para além do óbvio (isto é, pontapés certeiros na bola) planeamento e tácticas (desculpa Mourinho não ter acreditado mais cedo). Para minha surpresa tenho ouvido e visto muito mais “análise de jogo” do que alguma vez pensei poder fazer. Hoje será o último dia de círculos coloridos à volta dos jogadores, de espaço preenchidos com riscas, de setas no terreno, de entusiasmo. Amanhã é o regresso ao vazio político que já nem a propaganda nem as “medidas” e anúncios de chancela "Sócrates" conseguem disfarçar.

(*) A utilização pelo estado da Golden-share pelo governo no caso PT foi aplaudida pela maioria dos portugueses. Mais uma prova do pouco apreço que os portugueses atribuem à liberdade, mesmo na sua expressão económica. Temos o que merecemos.

23/06/10

Ontem liguei a televisão na SICN para ouvir a entrevista a Manuel Alegre. De repente apercebi-me que em vez de Manuel Alegre e da sua entrevista, a televisão estava na RTPN e eu ouvia Domingos Paciência. Este último, pelo menos, parecia falar com entusiasmo genuíno.

31/05/10

A questão que agora se coloca é saber como é que, após um ataque especulativo, sobreviveremos a um ataque de vuvuzelas.

10/05/10

Ontem adormecemos nauseados com isto, não pelo acontecimento em si, mas pelas horas sem fim nas televisões nomeadamente nos canais informativos, que reduziram a informação a multidões a celebrar o título e opiniões dos populares (um vício do jornalismo primário que nos é fornecido pelas tvs). Um apontamento de dez minutos não chegava?

Hoje acordamos nauseados com isto. E, novamente, as promessas que se quebram, sem honra nem pudor, o que se disse ontem que se desdiz hoje e que amanhã também já será diferente, o ónus sempre do lado do contribuinte, o não percebermos uma política de contenção da despesa do estado, o sem rumo em que vivemos governados por gente desonesta e incompetente.

21/01/10


Ao contrário do que se diz aqui, creio que não vamos precisar de esperar pelo que dizem os bloggers sobre o “evento” do jovem político cujo livro, de que ninguém se lembrará daqui a um ano ou dois, é lançado hoje. As televisões não tardarão a encher os ecrãs da juventude e mudança que serão amplamente apregoados, estou certa. No entanto é pena “aquilo” do Sá Pinto, outro jovem que nunca desilude, que poderá, logo nas televisões, roubar algum protagonismo.

Enquanto isso, Manuela Ferreira Leite, avalia o Orçamento de Estado para 2010; mas o OE não é notícia que abra jornais televisivos.


03/07/09

Espuma dos Dias que Foram 18


Saí de Portugal com a crise/eleições do Benfica a dominar paredes meias com o estado político já eleitoral, a agenda mediática. Uma das coisas aborrecidas do futebol é que nunca temos férias do dito, pois mesmo quando não há jogos há transferências, contratações, férias de futebolistas e crises clubísticas, nomeadamente a do Benfica. Nos primeiros minutos em que passeei em Praga deparei-me com esta variante de matrioskas que me custa entender, mas que parecem vender bem tanta a abundância das ditas por tudo quanto é loja de souvenir. Eu não consigo perceber quem é quer destas matrioskas feitas futebolistas com as camisolas dos clubes? Enfim, nem em Praga tenho férias do futebol, nomeadamente do Benfica. Chegada cá que é que domina a agenda mediática? Claro, as eleições do Benfica.

(Eu sei que esta afirmação é retórica. O debate do Estado da Nação e a demissão de Manuel Pinho estão, como é óbvio, também na agenda mediática).
.

12/06/09

Overdose 2

Um jejum de José Sócrates dá imediatamente lugar a outro tipo de alienações: ao benfiquismo (diferente do Benfica) que, como sempre, ocupa demasiado espaço mediático; aos desapontamentos em relação à selecção nacional que – tal como o país que representa - parece fadada ao empate; e ao Ronaldismo fenómeno nacional que envolve sempre movimentações de milhões de euros, porque vai para o real Madrid, ou porque espatifou um Ferrari, ou porque comprou uma casa, ou porque passa férias com os famosos em Los Angeles. Hoje o caso culmina com uma verdadeira dúvida existencial que o deve atormentar em LA onde foi avistado a brindar com Paris Hilton. Grande Ronaldo!

23/06/08


Logo de manhãzinha, ainda a recolher os pedaços de si que se desagregam e se espalham por aí durante a noite, ainda a olhar a luz perplexos, lemos notícias destas e ficamos sem saber se afinal ainda somos actores dos sonhos improváveis das noites de verão ou já acordámos. Depois perguntámo-nos se não será o dia 1 de Abril, e se não haverá algum engano. O pior é preferir nem saber pois já nem nos resta a esperança de que a justiça no fim, como os bons no cinema, vença sempre nem a esperança, para sossego das nossas consciências, de que decrete os culpados e os inocentes separando trigo do joio e repondo ordem. Já nem sequer há Marias Josés Morgados que nos valham. Que país é este?

11/06/08

As bichas junto aos postos de combustível, bombas sem bichas que já não têm nem gasóleo nem gasolina, supermercados com falhas, aeroportos a sentirem os efeitos da paralisação de camionistas, a sensação de que nem sempre o governo está a saber e a exercer devidamente a autoridade do Estado, deixam o país num estado de fragilidade que incomoda. Neste mundo, tal como o conhecemos, abundância de recursos – mesmo em Portugal onde as famílias estão financeiramente muito pouco flexíveis, é um dado adquirido. Poder ou não comprá-los é outra questão, mas saber que se os quisermos eles estão lá, é algo que nem questionamos. Hoje a fragilidade da abundância vem à tona, e com ela a fragilidade de um estado pouco preparado para situações de crise, sejam elas greves, cheias, fogos florestais, insubordinação civil. Mas não nos preocupemos, pois no essencial, no que preocupa realmente os Portugueses tudo está bem: Portugal ganhou à República Checa e vai aos quartos de final do Euro 2008.

02/06/08


Como é que se consegue dizer e escrever alguma coisa mais sobre a Selecção Nacional antes desta entrar em campo? Ontem pasmei ao ouvir na SICN Rui Santos a verbalizar o mesmo espanto. Devemos estar a chegar a um ponto de saturação.

Como é que se consegue ainda dizer e escrever sobre Amy Whinehouse?

11/05/08

Nunca deveria sequer pensar em escrever sobre Futebol 2

... e por isso andei todos estes dias a combater o impulso de escrever sobre o caso Apito Dourado, mas hoje não resisto. António Barreto na sua crónica do Público diz o que eu gostaria de dizer sobre o caso e o que tantos de nós pensam. Fala do Porto e do Norte, mas sobretudo fala desta fatalidade que é o gosto amargo da Justiça em Portugal. As suspeitas de que há justiça para uns e Justiça para outros.

Há uns anos dizia Maria José Morgado, do alto da sua cátedra acima da suspeição, dos terríveis problemas de corrupção no futebol, das mafias, dos sub mundos, da podridão. Perante o desfecho do caso Apito Dourado e perante o que ficou provado, pergunto-me o que falhou? Penas destas que mais parecem feitas “para inglês ver”, para calar o povo (uma parte do povo) sedento de justiça, para justificar o tempo e os meios gastos, não convencem. Como o caso Casa Pia, como o caso Maddie ou o caso Joana, a Justiça parece sempre morrer no caminho.
.

19/04/08

Nunca deveria sequer pensar em escrever sobre Futebol

Confesso não perceber nada de futebol, nem fazer muito esforço por perceber. Se do jogo pouco entendo, então daquilo a que se chama “mundo do futebol” é que não percebo nada mesmo, em tão pouco me apetece tentar perceber. Acredito que seja um mundo cheio de paixões, dinheiro, vícios, influências, jogos de bastidores porque é aquilo que parece ser mais óbvio e fácil de acreditar. O meu saber futebolístico resume-se a ver os jogos da Selecção Nacional em momentos decisivos (Euros e Mundiais) e em querer saber se o meu clube, o Futebol Clube do Porto, ganha ou não quando me lembro de que é fim de semana e que talvez tenha jogado e, felizmente, regozijar-me com as suas vitórias.

Apesar deste curriculum brevemente resumido, tenho ficado absolutamente boquiaberta e colada à televisão cada vez que falam do Boavista, e desta recente crise em que está e que mais parece coisa de outro mundo: o passivo, os salários em atraso, o investidor “mistério” em conferência de imprensa a garantir que está preparado para injectar milhões de euros no clube, mas que afinal já não vai investir porque depois de hoje ter sido interrogado pela PJ é agora arguido num processo de fraude, a ameaça de greve por parte dos jogadores, o dinheiro que entretanto chegou em forma de cheque com garantia dum banco da Indonésia (foi o que ouvi nos Telejornais da noite) e a greve que afinal já não vai ser. Sinto-me perdida perante uma história deste calibre, que mais parece um romance de cordel em versão futebolística, num país de ficção e de lunáticos, e que faz a falada crise do Benfica parecer simples. Nem sei o que pensar sobre o assunto, nem tão pouco se, enquanto cidadã nomeadamente porque nascida no Porto não muito longe do Estádio do Beça, devo pensar algo. Uma coisa eu sei. Nunca deveríamos estar a passar pela situação de assistir a esta crise surreal que não entendo e nunca numa liga de honra (ou lá como é que se chama esta liga dos melhores) deveriam estar clubes sem solidez financeira e de gestão necessárias para fazerem uma época completa sem este tipo de crises, se é que “crise” é a palavra correcta para definir o que se passa - parece-me uma palavra demasiado séria para este enredo que no entanto é também demasiado sinistro para ser opera buffa. Eu não disse que nunca deveria sequer pensar em escrever sobre futebol?

Arquivo do blogue

Acerca de mim

temposevontades(at)gmail.com