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05/02/11



(via Cachimbo de Magritte). Não conhecendo a fundo esta questão, tem sido difícil escapar às notícias que todos os dias ouvimos sobre o caso das Escolas Financiadas pelo estado (para garantir ensino gratuito). Impossível impedir-me de reparar que:

Primeiro; estes estudos encomendados a académicos escolhidos a dedo e pagos com dinheiro dos contribuintes deixa nos ditos (contribuintes) um grande incómodo. Será que os dados do INE, e uma análise feita deles pelos próprios técnicos não bastaria? Para quê estudos sobre o óbvio? Segunda: o que o socialismo faz e desfaz, sempre com ligeireza e visão limitada ao “hoje” é estonteante. Já chega de socialismo. Terceira: em Portugal o sucesso e o êxito, sobretudo se fora da tutela do estado – que na última década e meia está praticamente nas mãos dos socialistas – são sempre olhados com desconfiança e são normalmente objecto de depreciação pelo estado, questão de nivelar por baixo: muito mais fácil. Quarto; os socialistas não prezam a liberdade individual, não promovem a liberdade de escolha: gostam de decidir por nós, moldar o nosso pensamento para finalmente nos arrumarem direitinhos e muito iguais em gavetas. Quinto: qualquer questão ganha maior fulgor se de perto ou de longe se vislumbrar a Igreja Católica.

13/10/09

A Palavra Mais-valia

Não percebo porque é que as conclusões deste estudo não foram divulgadas antas das eleições... Eles não dão tréguas: a máquina fiscal já começa a querer encontrar novas formas de tributação sob a capa da simplificação, paridade, justiça social etc. Temos que esperar para ver. No entanto o capítulo em que se refere à tributação das mais-valias em bolsa chamou-me a atenção. O investimento privado em Portugal já é tão pouco significativo que este agravamento proposto é certamente uma maneira de evitar a sua expansão e de diminuir a liquidez de um mercado de capitais pequeno. Depois há que notar este parágrafo,

“A generosidade fiscal que, entre nós, existe relativamente às mais-valias obtidas na alienação de valores mobiliários – em particular das acções – é frequentemente considerada fonte de manifesta injustiça fiscal”, refere o relatório. “A nosso ver (...), a perda de receita e a redução da equidade parecem-nos bem mais importantes do que um suposto factor de apoio ao mercado de capitais. Em países como a Espanha ou o Reino Unido, para citar apenas dois exemplos, tributam-se estes ganhos e não é por isso que o seu mercado de capitais se ressente”,

para ver a estupidez do estudo, e até onde vai o proselitismo socialista de boas intenções e de preocupações sociais. Quando e como é que é possível comparar o nosso mercado de capitais com o do Reino Unido (o maior da Europa e um dos maiores do mundo) ou mesmo o espanhol? Tributar ainda mais as mais valias obtidas no nosso mercado de capitais é penalizar e sufocar o investimento e a iniciativa privada essenciais para a criação de riqueza e desenvolvimento do país. A esquerda sempre se deu mal com a palavra “mais-valia”, e esse é um problema de fundo que, entre outros claro, impede que países como o nosso tenha uma economia desenvolvida.
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09/10/09

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