Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, (...) E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía.
08/04/13
23/12/12
Um Retrato da UE
19/06/12
Parole, Parole, Parole...
01/05/12
Léxico
11/01/12
Maturidade
26/11/11
O que Sobra
03/11/11
01/11/11

06/06/11
Dos Pepinos
02/03/11
Ouvi ontem na TVI José Medeiros Ferreira ironizar um pouco sobre a necessidade de Angela Merkel mostrar, “chamando” José Sócrates a Berlim, alguma “força” ao seu eleitorado em período de eleições que não lhe têm corrido bem. Tem toda a razão, mas para nós o problema é José Sócrates não ter outra escolha que não seja ir - e responder assim ao “chamamento” da senhora Merkel.15/12/10
O que Sempre Sobra
18/05/10
Um Governo Que Não Governa
16/04/10

06/02/09
O Comissário Europeu para o Ambiente acha supérflua a discussão em Portugal sobre o caso Freeport, pois a Comissão Europeia analisou a questão baseada numa queixa apresentada pela Quercus em 2002 e concluiu que a construção do centro comercial não tinha impactos significativos sobre as aves protegidas pela ZPE, independentemente das modificações do seu perímetro. Estas declarações, para além de parecerem demasiado concertadas com o nosso governo e o braço longa da sua propaganda é absolutamente inoportuna. Primeiro porque a questão do caso Freeport não é uma questão técnica, como não é uma questão de justiça: é uma questão política (a lembrar: uma investigação do SFO do Reino Unido que põe em causa a pessoa do nosso primeiro ministro, a aprovação por um governo de gestão do licenciamento do projecto a uns dias das eleições, a celeridade com que as autorizações foram dadas comparando com casos semelhantes, a presença da família do então Ministro do Ambiente neste processo, as contradições entre o que os vários intervenientes dizem, o porquê do não andamento da investigação deste caso em Portugal desde 2005) à qual o nosso primeiro ministro continua a não dar respostas concretas e satisfatórias. Segundo porque cabe aos eleitores portugueses, e não aos burocratas em Bruxelas, decidir da pertinência e do supérfluo das discussões em Portugal. A democracia é assim, coisa que parece ser frequentemente esquecida em Bruxelas..
23/04/08
Já está. Discretamente, suavemente, ninguém parece muito incomodado, ninguém parece muito interessado, ninguém parece muito informado. Até agora não doeu, veremos mais tarde os efeitos secundários.13/12/07
05/12/07
A Cimeira UE-África, ou Porreiro, pá! (bis)
D. Daniel Adwok Bispo auxiliar de Cartum diz não compreendo a decisão da presidência portuguesa da União Europeia. Pois já somos dois se me for perdoada a arrogância de pretender perceber e sentir seja o que for do que se passa em Darfur. Não só não compreendo a criação do tabu direitos humanos, tema a banir da agenda, como não compreendo o porquê da necessidade de realizar uma cimeira UE-África, que parece sobretudo talhada à medida para servir um qualquer "orgulho nacional” assumido por um primeiro ministro vaidoso e que nunca escondeu a vontade de deixar uma marca da sua presidência na história da UE. O tratado de Lisboa e agora a Cimeira. Espero que a UE não pague muito caro o preço desta vaidade.
Não sei o que é que de concreto se pode esperar desta cimeira, nem porque é que ela é necessária, nem tão pouco em que é que as relações entre a Europa e África possam visivelmente melhorar. A vontade da fotografia de grupo é maior do que ter um pingo de decência e vergonha que nos impeça de celebrarmos (a palavra parece adequada, infelizmente) uma cimeira lado a lado com a pior espécie de líderes políticos. O nosso Primeiro-ministro juntamente com Durão Barroso cuja febre africana e “orgulho nacional” o une a José Sócrates na vontade desta cimeira, vão literalmente - e porque cederam à chantagem da imposição de uma agenda e imposição de tabus, apadrinhar toda uma série de regimes políticos bárbaros e corruptos, bem como os seus líderes políticos igualmente bárbaros e corruptos para além de toda uma parafrenália de regimes obscuros, ditatoriais ou democraticamente musculados (como gostam de ser chamados), corruptos e opressivos, nas versões mais “soft” num universo em que a democracia é uma excepção. As vítimas, os africanos sem terra, sem trabalho sem condição de viver enquanto os líderes enriquecem a olho nu, serão mais uma vez esquecidos, entre uns discursos, umas palmadinhas nas costas, um espumantesinho erguido e uns “porreiro, pá!"
O Bispo de Cartum revolta-se porque sente na pele dos seus, também a sua, a barbárie do regime em que vive. Nós revoltamo-nos sobretudo de um ponto de vista intelectual e político. Se fosse um sentir tão visceral como o do Bispo, esta cimeira revoltar-nos-ia muito mais.
23/10/07
O debate sobre as questões europeias já chegou a um nível tal que o melhor argumento para ser a favor da realização de um referendo não são as questões europeias mas o facto de alguns políticos iluminados passarem aos seus concidadãos um atestado de burrice dizendo que a matéria é demasiado complexa para eles entenderem e se poderem pronunciar e decidir. Nada como esta imbecilidade vestida de arrogância para que o argumento pró-referendo surja com toda a pertinência. Porque é que os portugueses não percebem? Talvez porque ninguém se proponha explicar, ou porque não querem, ou porque temem o resultado de uma consulta popular. Este motivos são atentados contra a democracia, que deixam os responsáveis políticos a assobiar para o lado, enquanto segredam uns com os outros e parecem deixar o país indiferente. Mais uma vez. Deviam ter mais cuidade nos argumentos que usam pelo menos para aqueles que ainda não estão completamente desprovidos de capacidade analítica e crítica. A questão europeia é mais complexa do que a regionalização? Porquê? Será mais complexa do que a questão do aborto em que um voto Sim ou um voto Não escondeu tantas vezes as dúvidas éticas e morais de tantos votantes. Porque é tão complexo perceber coisas como duplas maiorias, peso em votações e outras deliberações, rotatividade e de cargos, tempo de mandatos? Ou são outras as questões fundamentais do debate? A tratarem assim os cidadãos - que no entanto para pagarem impostos e preencherem papeis de IRS já se supõem competentes - não se admirem de cada vez que os alunos da Faculdade não saibam escrever, não saibam contar, não conseguigam desenvolver raciocínios abstractos.09/05/07
Uma ideia da Europa 12
E mais uma vez, a pintura. A mitologia, as lendas, os deuses, os humanos.
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