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09/09/09


É verdade que José Sócrates “encostou” Francisco Louçã e ainda bem. À custa do seu (de JS) conforto da obra feita, uma convicção sua (de JS) que empenhadamente acarinha, e do delírio dos números bem trabalhados e estudados – gostei especialmente dos 130.000 empregos criados pelo governo, (por ele JS), antes da crise internacional, número que até agora não vi ninguém contestar ou pelo menos pedir uma explicação. Mas José Sócrates tem a vantagem de estar no poder e de decidir, algo que FL nem em sonhos nem em delírios imagina como seja. É essa leviandade que lhe (FL) permite abrir a boca e aceleradamente encadear frases demagógicas umas atrás das outras, que esbarraram nalguma realidade do poder e de quem (bem ou mal) decide. Claro que a visão da realidade e do país de José Sócrates é muito artificial e muito feita em laboratório de imagem e marketing, o que por vezes nos dava a sensação de ouvir um debate sobre uma outra dimensão, outro país, outra realidade, tão longe estavam os dois do país real. Um exemplo desse “desfasamento” foi a preocupação (ouvida pela primeira vez) de JS com a classe média e o cuidado em a demarcar do cliché “os ricos”, repetido ad nauseam ao longo da sua legislatura e inspiração para coisas absurdas que empobrecem ainda mais e pobre classe média como a “taxa Robin dos Bosques”. Outro exemplo é a afirmação de JS sobre (cito de cor) a maior crise do século no mesmo dia me que o INE anuncia o fim da recessão técnica ( a expressão “técnica” é toda um programa). Afinal onde estamos?
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07/09/09


No debate de ontem entre Manuela Ferreira Leite e Francisco Louçã, era impossível não notar, por trás de uma atitude calma e tranquila, a impaciência – ou mais prosaicamente falando, a falta de pachorra, pois é disso que se trata - de MFL face ao discurso de FL. Francisco Louçã é um desses talentos falantes com qualquer coisa de mecânico e automático que parece só precisar que se insira uma moedinha para termos o benefício de um discurso empolgado e retórico, cheio de palavras frases feitas e ideias de esquerda marteladas para ouvidos modernos e ressabiados ou para aqueles que ainda não se tenham conseguido libertar do “complexo de esquerda”. Não importa a verosimilhança do que diz, o compromisso responsável do que propõe ou a honestidade interpretativa de coisas que só ele lê onde elas não estão. Tudo isso é secundário face ao caudal inesgotável (e tão irritante, meu Deus) de palavras que lhe saem da boca. MFL não sabe bem lidar com isso: não lhe está na natureza, e parece não ter interesse em querer aprender e saber dialogar “ao metro”. Momentos houve, no debate, em que me pareceu notar nela umas pequeníssimas pausas, como que uma “ausência” brevíssima de quem ainda não acredita que está ali, a debater com aquele que não se cala mas que diz nada (eu sei que este “nada” seria merecedor de um outro texto, mas o ataque aos “ricos” e os temas “fracturantes”, entre outros, já têm sido merecedores de atenção) e do qual tudo a separa. Um bom treino para o debate com José Sócrates.

11/02/07

O Dr. Louçã é vidente.

Acabou de dizer para a Televisão que os Católicos estão de parabéns pois maioritariamente votaram “sim”. Como é que ele sabe? Quem então votou "não"? Os do Bloco de Esquerda?

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